Luiz Medalha         e-mail

          Considerado um "fenômeno de técnica dotado de um superior talento musical", pelo crítico do "Zurcher Zeitung" de Zurique, e qualificado pelo cronista de música do L’Unita de Roma como um "pianista que faz da música um bloco granítico construído de forma monumental", Luiz Medalha iniciou seus estudos de piano com Ordália Jacobino e deu-lhes seqüência com Arnaldo Estrella a quem deve grande parte de sua formação pianística e musical.

         Bolsista dos governos francês, húngaro e alemão de 1964 a 1973, estudou sob a orientação de Jacques Février em Paris, de Pál Kadosa em Budapest, e de Karl Engel e Hans Leygraf em Hannover, obtendo o mais alto título concedido a músicos na Alemanha: Solistenprüfung.

        É detentor de mais de dez primeiros prêmios em concursos nacionais de piano, dentre os quais destacam-se o 1o. Concurso Nacional de Piano do Rio de Janeiro em 1960, o 4o. concurso Nacional de Piano da Bahia em 1964. Obteve também dois primeiros prêmios internacionais: Concurso Internacional Casagrande em Terni, Itália, em 1971 e Concurso Internacional de Viña Del Mar no Chile em 1974.

        Em 1976 recebeu o prêmio "Melhor Recitalista do Ano"concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

        Sua atuação como solista e recitalista no exterior inclui apresentações na França, Suíça, Itália, Alemanha, Polônia, Chile, Uruguai e na Costa do Marfim, às quais se acrescem as principais salas de concerto do Brasil.

         Atuou como camerista ao longo de toda sua vida profissional e, a partir de 1988, passou a integrar o Quarteto da Guanabara na vaga deixada por Arnaldo Estrella.

          No âmbito das atividades pedagógicas, Luiz Medalha lecionou por três anos na Escola Goethe de Hannover, foi assistente de    Arnaldo Estrella e recebeu convites para ministrar cursos na Universidade do Chile e na Unicamp. Foi por dois anos Professor Visitante da Escola de Música da UFRJ. Atualmente é professor concursado da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás.

 

Extratos da Crítica

"... Na Sonata op. 110 de Beethoven tornou-se evidente que o pianista brasileiro não é apenas um fenômeno de técnica, senão também que a natureza o dotou de um superior talento musical e um temperamento telúrico".                                    ( Zürcher Zeitung – Zurique)

"...Medalha é um pianista que faz da música um bloco granítico construído de forma monumental".                            ( L’Unittá – Roma)

"...Grande domínio rítmico. Execução refinada. Tudo testemunha uma transcendental cultura sonora em sua colorida execução".                                                                                                                                                                          ( Hannoversche Allgemeine – Hannover)

"…Medalha possui técnica, musicalidade, brilho; é completo e profundo. Poeta sensível, músico íntegro e maduro".                                                                                                                                                                         ( Witold Malcuzynski – La Ercilla – Chile)

"…O 3o. Concerto deProkofiev teve nesta ocasião um solista de excepcional relevo e potência interpretativa. ...O público brindou o virtuose brasileiro com uma delirante e prolongada ovação, raramente presenciada no Teatro Astor".                                                                                                                                                           ( Luiz Bustos – La Segunda – Santiago do Chile)

"... O jovem artista percorre os meandros sonoros das partituras à procura daquilo que é essencial em arte, a atmosfera de idealidade, êxtase, de poesia enfim. É um romântico, sem dúvida, mas um romântico no sentido elevado da palavra, abrangendo com igual intensidade a feição épica, a vibração do lirismo, o dinâmico do drama. Ele procura a poesia e a encontra sempre".                                                                                                                                                                         ( Caldeira Filho – O Estado de São Paulo)

"... E bem compenetrado nos valores essenciais da Sonata de Beethoven, fez uma das mais belas Patéticas que já ouvimos no Rio, número final da 1a parte do programa desse pianista excepcionalmente dotado e habitado pelas deusas da inteligência, da paixão e da seriedade".                                                                                                                                                            ( Antonio Hernandez – O Globo)

"...Sem qualquer recorrência a recursos exteriores, sem exageros expressivos nem artifícios, ele conseguiu manter a audiência presa pela intensidade interior do acontecimento musical, em que a liberação da emoção, contida embora pela objetividade da técnica, estabelecia um círculo perfeito entre intérprete, obra e público".                                                   ( Edino Krieger – Jornal do Brasil – RIO)

"...É um pianista de cantábiles sonoros e profundos, fraseado consciente e pianíssimos intimistas; toca tranqüilamente, com a segurança e modéstia de quem está transmitindo uma verdade integral".                                         ( Léa Freitag – O Estado de São Paulo)

"... Possuidor de uma técnica fenomenalmente ampla e segura, Medalha se excede no maduro entendimento dos estilos musicais. Sua postura lembra-me as de Guiomar Novaes e Antonieta Rudge no "self effacement". Ausência de poses ou atitudes desabaladas. Pelo contrário, é a sobriedade em pessoa".                                                                           ( José da Veiga Oliveira – Diário Popular de São Paulo)

 

v